domingo, 30 de maio de 2010

corda embolada

Deixou cair como um raio
sucumbiu a ansia magnetizada
Engolidor de fogo inebriante
maldita dormência demência engarrafada
foi simbora no passo
que desenhava caras mandalas e músculos
o fluido virou vaselina
menina dos olhos que cerram
e querem mergulhar

alterante aldeído
anestesiaste o prazer instantâneo
prometeu que nunca faria de novo

...

as folhas de boldo no dia seguinte
as bolhas visíveis pela madrugada
a rua é o contorcionista de circo
é lindo ver tudo no giro na roda
caminho ao centro onde jazem as mágoas
após hedonisiar todas as moléculas
retorno ao feto
genético e curvo

pra piorá


diluição louca luminescente
vizinho oculto das preocupações hepáticas
semana de forca
de corda embolada

foi simbora no passo
avultuando os becos em derretimento
a tua chegada caída
caído será o inimigo?
ali fora já dizem que é dia

Um comentário:

Ramando Carvalho disse...

Bom texto fepao...a cachaçada foi boa!